Pular para o conteúdo principal

Estudo da anatomia do rosto - Parte 3

 Por que estou usando fotos antigas e em preto e branco? O que isso tem a ver com estudo de anatomia? Vou responder brevemente. Dessa vez escolhi uma fotografia do ator Neil Hamilton. Estou usando imagens de referência com atores e em preto e branco por terem um estilo único ao posar na foto (opinião/gosto pessoal) e também porque fica melhor de perceber as nuances de luz e sombra. É bem mais fácil encontrar modelos de referências em preto e branco ou sépia desse tipo em fotos antigas.

Depois que fiz o esboço anatômico, criei outra camada para definir a line art juntamente com as marcações de onde tem luz e sombra. Isso também pode ser feito de camada em camada pra ter maior organização. Uma particularidade que notei dessa vez é a presença de "luz de fundo" que explico melhor no próximo parágrafo. Infelizmente, dessa vez ao capturar a tela precisei fazer uma pausa e na volta esqueci de gravar a parte em que aplico sombra no desenho.



Como funciona a luz e a sombra?

Primeiramente, a luz vem de uma fonte que ao atingir um objeto em um determinado ângulo gera a sombra. Isso é simples de entender, mas é preciso bastante observação e prática para dominar. Em certa ambientação podemos ter um tipo de reflexo ou luz secundária que pode acompanhar a sombra vindo depois, isso seria a luz de fundo. Isso só é melhor compreendido se observar mais e praticar. Aqui não temos um exemplo perfeito mas já é suficiente pra se ter noção.

1. Fiz as marcações de luz e sombra.

2. Line art.

3. Finalização. (Foi justamente esse o processo que acabou não aparecendo no vídeo. 😑)

Veja na última imagem que é visível de onde vem a fonte de luz e a sombra que ela gera. Nos ombros você pode notar o que tentei imitar da imagem original: a luz de fundo. Ela nada mais é do que a luz vinda da fonte refletida no fundo do personagem.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Butterfly — Primeira tentativa de animação curta

Além de desenho sempre fui interessado em cinema e animação, eu tinha um desejo de um dia, produzir sozinho ou em equipe um curta metragem animado; mas antes de tudo isso é necessário entender como essas coisas funcionam. Os anos foram passando e esse desejo ficou arquivado mas finalmente pude tornar isso real. Nessa postagem mostrarei como que a animação foi feita e o resultado final. A idéia Antes de iniciar qualquer coisa é importante ter a ideia em mente ou pelo menos ter uma mínima noção do que eu queria fazer — eu não tinha nenhum dos dois, só a vontade que se arrastava por anos. Na minha mesa eu tinha várias folhas de caderno com idéias boas, não tão boas e descartadas, parecia difícil mas eu precisava criar algo que fosse barato, fácil e com uma boa estética, nada super profissional. O meu script  foi uma música da banda japonesa de folk, Zabadak e a imagem que eu tinha dela em mente, de como se iniciava, desenvolvia e terminava. Eu quis escrever um roteir...

Primeiras impressões com aquarela

Assim como a história da arte, a aquarela é também muito antiga datando do período paleolítico, marcando presença pelo Egito antigo e Idade Média Europeia, sendo usada como meio de ilustrar e colorir manuscritos. Só que da maneira como conhecemos hoje ela realmente começou no período da Renascença (1350 - 1620) tendo como principais pioneiros  Albrecht Dürer,   Anthony Van Dyck e  vários outros. Admiro a versatilidade e delicadeza desse tipo de pintura por isso decidi tentar. Comecei adquirindo um estojo de aquarela escolar em pastilha e alguns pincéis, já o papel eu tinha um bloco de folhas com gramatura 200, bem antigo guardado e decidi usar ele. Pesquisando um pouco sobre como e por onde começar, notei que não é nada tão simples quanto parece, principalmente quando se trata de usar a dose certa de água. A regra é simples: use mais água e você terá uma cor fraca, use menos água e você terá uma cor mais forte. É a partir daí que entra a parte de ...

STALKER — o filme mais intrínseco do cinema

Esse pode ser considerado um dos maiores êxitos do diretor soviético Andrei Tarkovsky (1932 – 1986), fazendo bom uso de cenários naturais externos ele literalmente cria uma poesia visual introspectiva com profundo significado filosófico/religioso. Depois de dirigir Solaris (1972) e Stalker (1979) [ambos baseados em livros de sci-fi], o próprio Andrei não se considerava diretor de sci-fi mas rejeitava totalmente essa ideia, ele afirmava ser um artista que cria histórias e pinturas em movimento, defendendo o seu estilo próprio de filmagem, conceito esse que ele chamou de “esculpir o tempo” (que também é o titulo de seu livro lançado em 1985). Se não fosse pela persistência e genialidade de Tarkovsky esse filme talvez nunca teria sido finalizado: após um ano de filmagens os rolos do filme não foram revelados corretamente, demandando uma refilmagem do zero. Relatos de pessoal da produção afirmam que na época Tarkovsky teve um pequeno ataque cardíaco, estava com o orçamento financiado pelo ...